Teste ocorrerá entre 22 a 26 de novembro, na sede do Tribunal, em Brasília
No dia 11 de outubro, técnicos e analistas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentaram o sistema eleitoral brasileiro a profissionais da imprensa e a participantes pré-inscritos na edição de 2021 do Teste Público de Segurança (TPS). Nesta etapa, que acontece entre os dias 11 e 22 de outubro, os investigadores são convidados pelo Tribunal a conhecer o sistema eletrônico de votação e a verificar as linhas de códigos para subsidiar os planos de ataque que serão colocados em prática no teste.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE (STI/TSE), Júlio Valente, a inspeção dos códigos-fonte é essencial para que os participantes possam conhecer os softwares eleitorais e traçar as estratégias que serão adotadas durante o TPS. “Isso dá transparência total porque eles estão tendo acesso a todos os códigos-fonte e a todos os programas que são instalados nas urnas eletrônicas brasileiras”, explicou.
Neste ano, o tempo de inspeção dos códigos-fonte subiu de uma para duas semanas a pedido dos participantes e da Comissão Reguladora do evento. O TPS está previsto para acontecer entre 22 a 26 de novembro no edifício-sede do TSE, em Brasília.
Sistema de votação é íntegro e seguro
Na abertura do evento, o juiz auxiliar da Presidência do TSE, Sandro Vieira, ressaltou a importância da atuação conjunta da sociedade civil com técnicos da Justiça Eleitoral para construção de um sistema de votação íntegro e seguro.
Durante sua fala, Vieira relembrou outras medidas de transparência recentemente implementadas pela Corte Eleitoral, como a criação da Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e o convênio firmado com a Universidade de São Paulo (USP) para fins de apoio ao TPS e correção de fragilidades identificadas pelos investigadores durante o teste.
“Nós não temos nenhum problema com críticas, nós não temos problema com descobertas, vulnerabilidades. O Teste Público de Segurança é constituído para essa finalidade”, reforçou o magistrado.
Principal objetivo é colher contribuições da sociedade
Em seguida, o coordenador de Sistema Eleitorais do TSE, José de Melo Cruz, detalhou aos participantes o funcionamento de todo o processo eleitoral, do fechamento do cadastro de eleitores à divulgação dos resultados do pleito.
O servidor destacou que o grande objetivo dos testes de segurança é colher contribuições de pessoas de fora da Justiça Eleitoral para aprimorar o voto eletrônico. Segundo José de Melo, no TPS serão submetidas à ação dos investigadores as urnas eletrônicas modelo 2020, que vêm sendo desenvolvidas pelo Tribunal desde 2017.
Mudanças para aumentar transparência do processo eleitoral
Melo Cruz apresentou algumas mudanças para dar mais transparência ao processo eleitoral. Segundo ele, a partir de 2022, além do Boletim de Urna (BU), o Tribunal também publicará na internet os arquivos de Registro Digital do Voto (RDV) e os logs das urnas eletrônicas. “Todo brasileiro que quiser poderá fazer a retotalização da eleição a partir desses arquivos e verificar se isso está batendo com a totalização oficial do TSE”, afirma.
A iniciativa contou com a participação os chefes da Seção de voto Informatizado do TSE (Sevin), Rodrigo Coimbra; da Seção de Integração de Sistemas Eleitorais (Seint), Vinícius Salustiano Alves dos Santos; da Seção de Totalização e Divulgação de Resultados (Setot), Alberto Cavalcante; da Seção de Segurança do Hardware da Urna Eletrônica (Segele), Luís Augusto Consularo e o coordenador da Coordenadoria de TI (Coinf), Cristiano Andrade.
Fonte: Site do TSE